A espada da mídia

 

Algumas palavras breves sobre o caso dos brasileiros que fizeram uma "brincadeira" vergonhosa com a anfitriã russa (que não fazia ideia do que estava acontecendo).

(Este artigo é somente um alerta, um chamado ao cuidado na hora de interpretar as coisas, especialmente quando a interpretação oficial vem da mídia.)

Vocês perceberam que os termos usados para incriminar os brasileiros envolvidos no caso invariavelmente orbitavam a acusação de "machismo"?

Digamos que fosse o contrário, digamos que fosse um caso de mulheres assediando um repórter ao vivo, inclusive passando a mão em seu peito, por exemplo, ou uma pegadinha em que homens fossem enganados e beijassem um travesti sem saber... então essas coisas deveriam igualmente causar comoção, imagina-se. Não são desrespeito e baixaria da mesma forma? Ou será que não? Será que esses casos seriam tolerados por não poderem ser categorizados sob uma das bandeiras especificamente promovidas pelo politicamente correto?

Vejam que coisa curiosa, não ouvimos uma crítica ao ocorrido nos seguintes termos: "é essa grosseria que queremos passar para as pessoas que estão nos recebendo? É preciso entender que existe brincadeira, e que existe desrespeito, será que estamos caminhando para um mundo onde o sórdido, o violentamente obsceno e o animalesco são o comum? Será que isso já é o normal para o brasileiro? O que aconteceu com o brasileiro para ele achar que pode se comportar como um bicho? E olha que estamos falando de pessoas com instrução... assim mesmo dando um exemplo vergonhoso para o mundo. Talvez seja o caso de haver realmente a necessidade de entendermos que instrução e um bom emprego não são tudo na vida, e que a falta de dignidade é a pior desgraça que pode acontecer ao ser humano".

Percebam que, na bronca acima, não foi usado o termo "machismo" sequer uma vez. Mas a bronca foi transmitida, ou não?

E é pelo seguinte: eles (a mídia, os artistas, os intelectuais etc) não podem, e nem querem, criticar a vulgaridade. Eles não se importam com o obsceno, com o indigno, com o vulgar. Muito pelo contrário! Eles são os maiores produtores e patrocinadores de tudo que há de mais imoral, indecente, grosseiro e sujo no mundo. Eles são a própria fonte de todo o lixo cultural que deu origem a esse tipo de comportamento primitivo, são eles que exaltam as letras tenebrosas do funk carioca como "legítima manifestação cultural" 365 dias por ano, são eles os primeiros a relativizar o mal que existe no consumo da pornografia, inclusive transformando pornografia violenta e abominável em temas de trabalhos acadêmicos. Você não viu o vídeo da Márcia Tiburi falando da "importância do cu"? Você já viu aquele programa da Globo, "Amor e Sexo"? Não são esses aí justamente os que cultivam um desprezo infinito pela moralidade simples do crente que anda coberto de roupas, de cabelo preso, e que não fala palavrão?

Mais um ponto: vocês lembram do tempo em que os rostos dos envolvidos seriam "embaçados" pela mídia, para proteger suas identidades? Não é interessante que, hoje em dia, a mídia esteja fazendo justamente o contrário, ou seja, divulgando as identidades das pessoas, transformando suas vidas em um verdadeiro inferno e causando inclusive perseguições e demissões?

Vocês estão sabendo que o "doxxing" (a prática de divulgar informações privadas na internet para promover caças às bruxas) está sendo amplamente usado pelos militantes de esquerda nos EUA como tática de intimidação e censura?

Cuidado, povo brasileiro. Os marmanjos do vídeo erraram, sim. Mas será que eles merecem mesmo que suas vidas sejam demonizadas, que sejam transformados em grandes vilões e crucificados em cadeia nacional pelo que disseram? Quem está expondo a vida desses caras tem mesmo essa moral toda, são exemplos impecáveis de conduta, pessoas que de nenhuma maneira abusariam do poder, nem agora, e nem no futuro?

Algo maior está acontecendo. Como também está acontecendo nos EUA e no resto do mundo. As táticas estão sendo testadas e aperfeiçoadas. Vamos entregar mais esta espada nas mãos da mídia, da classe artística, dos intelectuais e dos militantes de esquerda?